Diante de uma sociedade que me obriga a conviver com situações extremas, que me tocam o fundo da alma, só posso colocar minha vida em contraposição às correntes dominantes.
É preciso desvestir os valores induzidos pelos meios de comunicação de massa, é preciso vasculhar os escaninhos do inconsciente em busca destes condicionamentos. São valores-causas do desequilíbrio social - com a imposição da cultura da competição e do consumo, em que todos são adversários potenciais e o objetivo principal da vida é consumir, possuir, desfrutar, alcançar o máximo da fartura material, mais até do que o planeta pode oferecer. A massa dos "derrotados" aumenta, o poder dos "vencedores" interfere nas políticas públicas para os favorecer e encher, mais ainda, de privilégios, em detrimento dos direitos básicos da população e das obrigações do Estado.
Este é o sentido das minhas ações, do meu trabalho, da minha vida. Não tenho a ingenuidade de esperar ver o mundo conforme eu gostaria. Também não me é possível aderir a esses valores planejados e implantados como "a realidade", que fazem de irmãos, adversários e do objetivo da vida, o consumo excessivo, a posse, o conforto físico. Perdemos o contato direto com as necessidades abstratas, as principais do ser, o sentimento de integração, a sensação de utilidade ao coletivo, o eqüilíbrio emocional, as relações afetivas, a solidariedade, o senso de justiça...
Acho que por isso, existe em mim a necessidade incontrolável de plantar idéias, valores, questões, sentimentos. Denunciar as mentiras em que tantos acreditam, os valores falsos, as necessidades artificiais, a mediocridade da vida e a mesquinharia dos objetivos oferecidos. Apregoar os valores do espírito, solidariedade, integração, consciência. Denunciar o egoísmo da mentalidade competitiva, a crueldade - ou indiferença - das minorias dominantes.
Não espero colher os frutos das árvores que planto. E isso não diminui minha necessidade de seguir plantando, de trabalhar em direção contrária às correntes, aos valores vigentes, nocivos à grande maioria, embora - e por isso mesmo - a submetendo.
Não espero colher os frutos das árvores que planto. E isso não diminui minha necessidade de seguir plantando, de trabalhar em direção contrária às correntes, aos valores vigentes, nocivos à grande maioria, embora - e por isso mesmo - a submetendo.
A discriminação, a perseguição dos organismos repressivos da administração pública, o desprezo dos convencionais são, no fundo, elogios a quem não se submete. Eu teria vergonha de aderir aos valores dessa sociedade perversa. Não estou aqui pra competir. Privilégios me constrangem, desperdícios me revoltam e entristecem. Superioridade social me dá riso, subalternidade me dá pena. Minha pobreza é minha riqueza, minha derrota é minha vitória. Não gostaria, nesta sociedade absurda, de ser um "vencedor".
Olá, pessoal.
ResponderExcluirVamos movimentar este espaço. Que tal escrever mais?
Os dois textos trazem assuntos ligados a sociedade, ligados a nós, atitudes que devemos tomar, opinião própria, aquela política saudavél que devemos fazer todos os dias, muito embora a grande maioria não esteja nem ai para isso. O último parágrafo do segundo texto me chamou mt atenção, quando ele disse: Não gostaria, nesta sociedade absurda, de ser um "vencedor". Isso é o que vem acontecendo em todos os lugares, pessoas egoístas que só pensam em si, ser o vencedor, o herói. O grande problema é que quando se vive numa "sociedade", todos devem ser heróis e vencedores juntos! Numa sociedade, não dá pra ter um só vencedor, um só político, um só administrador que toma as decisões sozinho, e apenas comunica aos outros. Numa sociedade, todos devem PARTICIPAR! Afinal ngm vive sozinho em plena SOCIEDADE!
ResponderExcluirCaroline Cristina C. Cardoso (:
Ética, valores e sociedade em geral são assuntos muito comentados nos dias de hoje.
ResponderExcluirMas ainda existem muitas pessoas que vivem nessa sociedade como "alienigenas", não sabem de nada que está acontecendo no nosso meio e nem tem vontade de saber.Eu li que sociedade significa: "associação amistosa com outros", e como a gente pode ver isso é o que menos acontece. Precisamos ter o verdadeiro sentido da palavra "Sociedade" para vivermos melhor.
Juliane de Albuquerque Fernandes Paes.
A nossa sociedade tem que passarainda por várias modificações.
ResponderExcluirComo saber se posicionar a respeito das diferenças que na verdade são normais, como os gays e deficientes.
Nayara Cristina